Fernando (Retorno)

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Fernando (Retorno)

Mensagem  Fernando1500 em Sab Jan 07, 2017 9:17 pm

Boa Noite

Estou de volta para compartilhar com vocês novamente minhas conquistas (poucas) e derrotas. Lembro-me de flávio, magrão e fenix a me ajudarem. O forum foi o primeiro instrumento que achei para me ajudar no vício e um tempo depois acabei abandonando por alguns preconceitos meus. Não fiquei sozinho, busquei ajuda no Dependentes de Amor e Sexo que acabei tendo que me afastar também por conta de alguns problemas, mas quero retornar também. O que me fez ficar afastado foi o fato de achar toda a programação do reboot muito metódica e eu tenho problemas com métodos ou esquemas. Hoje percebo que os 90 dias fazem sentido, tem uma porquê científico.

O máximo que consegui na PMO foram 20 dias e cheguei a ficar 3 meses sem P, mas na masturbação. Não consigo sair desses 20 dias e como já passaram recaí ontem e hoje. Estou me sentindo muito mal por ter cedido hoje também. Hoje passei um dia bacana se não fosse a minha constante sensação de solidão e a culpa por estar assim, a culpa por me sentir fracassado, é muito ruim isso. EU sei que isso não é saudável.

Ainda assim, mesmo nesses 20 dias tenho conquistado coisas bacanas. Tenho andado bastante de bicicleta (vou comprar uma nova), adotei duas gatinhas e estou malhando numa academia maneira, mas personalizada, sem o exagero daquela azaração tradicional de academia. Tem uns caras bonitos por lá e vire e mexe caio na fantasia, mas a dinâmica de lá me ajudar a ficar mais próximo das pessoas e portanto a fantasia tende a quebrar. E graças a Deus tenho malhado direito com algum (pouco) resultado. Mas tá bom.

Vou iniciar uma nova terapia agora para me ajudar justamente na compulsão, entender as raízes dela. Já estava na terapia mas acabei cansando. É duro , viu. EU me aprofundo em tantas coisas, compreendo tantas
coisas, para no final das contas senti toda a fraqueza e o retorno aos vídeos.

Li alguns tópicos depois de todo esse tempo longe e fiquei bastante comovido com os relatos e como vocês passam por coisas tão parecidas. Alguns disseram das imagens mentais que aparece e perturbam mesmo estando longe da P. Acontece comigo direto, fora que tenho impulsos para praticar sexo com qualuer pessoa, pagando, fico flertando direto... sei que não é pornografia, mas o clima da fantasia está ali mesmo assim. Acabo caindo depois de 20 dias porque não aguento ficar no controle. Tento, de acordo com a terapia dos 12 passos, perceber justamente q sou fraco diante do vício, fazer minhas orações... a quem estou anganando né? Acabei de recair... aff.

Hoje sei que me masturbar ainda que sem P é uma furada. Todas as vezes que fiz isso, em poucos dias voltei para a P desesperadamente. A partir de hoje preciso voltar para o barco e não me masturbar. Fácil falar quando acabo de fazer né, mas enfim. Como diz meu padrinho da irmandade, preciso me manter vivo. Manter-me sempre vivo.

Obrigado a todos.

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Re: Fernando (Retorno)

Mensagem  flavio em Sab Jan 14, 2017 5:20 am

Como disse em outro texto, seja benvindo. A batalha é grande, principalmente para vocês solteiros, pois no meu caso sou casado e tenho uma vida sexual. Creio que a fantasia seja um grande gatilho para nós, tanto que há alguns anos dentro do possível evito olhar mulheres na rua para não disparar do desejo, até comentei com os amigos que é um método contraproducente, afinal, olhamos, não fazemos nada, e ao final ficamos só com a fantasia, disparando uma recaída. Esse método tem me ajudado. Talvez seja mais prático, olhar e partir para uma conquista (para quem é solteiro). E, talvez, no lugar de apenas sexo, buscar bons relacionamentos duradouros, com certeza é mais edificante.
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Re: Fernando (Retorno)

Mensagem  Fernando1500 em Sab Jan 14, 2017 7:08 am

Oi Flávio

Tenho pensando nisso. Não diria que necessariamente partir para uma conquista, mas partir para as relações. Minha vida parece que sempre ficou em torno de arranjar um cara para mim e por isso nunca consegui algo duradouro. Sempre tive um comportamento muito passivo, aguardando que as circunstâncias ditassem os meus caminhos. Me acostumei a buscar por relacionamentos ou em boate ou em bate papo e sei que essas duas formas, para mim, são inúteis e vão me levar para o mesmo caminho sempre. Na vida real, eu tenho muito medo de me relacionar, embora eu até seja uma pessoa com uma boa desenvoltura verbal.

Estou numa academia agora que é bem pequena e as pessoas se comunicam mais. Pela primeira vez tenho dito uma experiência mais real em relacionamentos em academia. Nas outras, sempre entrava mudo e saia quieto, raramente conversava. E agora, tento com muita dificuldade me aproximar dos caras bonitos ou que parecem me dar alguma brecha para um papo. Mas e muito difícil, ainda não consigo direito. Talvez o trauma de ficar anos apostando minha vida afetivo-sexual no mundo virtual tenha me causado entraves graves. Preciso primeiro ver o humano nas pessoas atraentes, para aí sim tentar construir algo. Se eu perceber que estou partindo logo para o sexo, estarei reproduzindo as mesmas atitudes antigas e vou fatalmente recair em pornografia.

Estou há uns 4 anos solteiro e tive apenas uma relação sexual com meu ex-namorado. Me culpo por estar assim, aquele sentimento de que sou um mané e de que não estou aproveitando a vida. No meu trabalho falam de sexo e romance com frequência e o objetivo parece sempre o ter uma companhia, o que só frisa uma ideia que tinha no passado de que se eu não tiver companhia (sexo-afetiva) eu vou morrer. Sim, era assim mesmo que eu pensava.

Mas não posso "arranjar" uma cia só porque é necessário. Quero algo sólido e nada mais virtual. Mas ainda sou incapaz de conseguir algo realmente sólido.

Hoje acordei sonhando que me masturbava. Estava com a nítida sensação que realmente me masturbava. Como ainda estou no sexto dia sem PMO, sem que a "doença" vai investir e preciso fazer alguma coisa que não seja ir contra, mas que seja ir diferente..

Vale e boa caminhada pra todos.
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Re: Fernando (Retorno)

Mensagem  Fernando1500 em Sab Jan 14, 2017 2:15 pm

Boa Tarde a todos e força

Estou no meu sexto dia sem PMO. Como minhas recaídas acontecem sempre depois de 15 ou 20 dias, eu já conheço os sintomas de abstinência e um deles são os sonhos. Sonhos muito realistas onde eu digo para mim que evito a pornografia mas vou direto me masturbar. O foda é que esses sonhos não são apenas imagens onde eu figuro como observador, mas é como se de fato estivesse me masturbando. Acordei naturalmente em ereção.

Já pensei em todos os dias levantar da cama e ir direto para o banho, de preferência frio. Depois de um sonho como esse fico sem energia para levantar. Mas como já tive isso várias vezes fui levantando e fui para a academia que deu uma boa levantada. Fiquei andando de bicicleta depois , almocei e fiquei num parque bastante natural para dar uma relaxada e meditada. Mas da´vem o medo de vir para casa. O dia vai passar e não sei o que fazer. Me disseram que eu preciso criar situações para sair do marasmo e não esperar que as circunstâncias apareçam apenas. Passei a vida todo esperando a melhor oportunidade de ter alguma atitude. Eu sei que o caminho é eu agir e criar, mas não consigo vislumbrar nada e fico com medo.

Criar situações talvez faça com que eu me relacione com as pessoas e já identifiquei que tenho problemas com isso. No trabalho mesmo, tenho dito raiva de algumas pessoas e isso me faz mal.

Bom, escrevendo apenas para registrar.

QUe a vida nova venha pra todos.
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Re: Fernando (Retorno)

Mensagem  Fernando1500 em Dom Jan 15, 2017 8:09 pm

Meu padrão do vício atualmente é chegar aos 20 dias sem PMO. Atualmente estou no sexto dia sem PMO. Vejo que, na verdade, o que me faz fazer isso é o cansaço, de tanto levar porrada. Antigamente as minhas recaídas eram como avalanche que me destruíam por dia.

Fui na casa do meus pais hoje e no metro eu estava desesperado com os antigos flertes. Olhava para homens ou rapazes com a mesma aflição que fazia quando ia às boates sozinho alegando que era para me divertir. E a cada vez que esses flertes acontecem é um pequeno ponteiro que vai chegando perto da recaída. Usava a pornografia como uma forma de aguentar o tesão que sentia por essas pessoas na rua.

Fiz quase 5 anos de faculdade e nunca fui capaz de tecer uma boa relação real, ao vivo para que pudesse chegar a um namoro. Mesmo tendo tantas oportunidades, sempre optei pelo bate papo (sexo) e boates.

É, a pornografia tinha que aparecer.

Vejo que a saída para mim mesmo é encarar o real e as relações reais.
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Re: Fernando (Retorno)

Mensagem  Fernando1500 em Seg Jan 16, 2017 8:20 pm

Devo estar no sétimo dia sem PMO. Sei que nessa fase começo a sentir ataques de desespero e pânico. Ouvi um rapaz falar de resiliência e fui procurar o conceito da palavra que quer dizer 'saber lidar com situações extremas sem ter um surto psiccológico". É a palavra certa que preciso ter comigo e pedir a Deus que mantenha vivo e sem PMO. As vezes fico pensando o que é normal em mim em relação à sexualidade, ou seja, o desejo sexual haverá. Como distinguir o desejo real da compulssão. EU me questiono para que eu possa saber a diferença. O grade problema é que, ainda que o desejo seja real e legítimo, ainda não posso me entregar assim. Poderia procurar qualquer pessoa para sexo mas estaria caindo em padrões de fantasia e certamente estaria voltando em pouco tempo para a pornografia.

Tive um dia bom... ainda muit ancioso no trabalho mas tentando a resiliência. Amanhã minhas duas gatas serão castradas e terei um dia dificil no trabalho também.

Mais um dia passou... tiv e vontade de me masturbar, me veio à mente as imagens sexuais mas dessa vez não dei tanta importância. Preciso estar firme para enfrentar o momento mais dificil, que no meu caso, é o 20 dia.
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Re: Fernando (Retorno)

Mensagem  flavio em Seg Jan 16, 2017 8:26 pm

Firmeza, amigo, busque outras atividades, talvez nesse momento até procurar novos parceiros seja prejudicial. É preciso se valorizar, descobrir-se, não pensar em outros para se completar, mas somar. Não deixe o lixo PMO atrapalhar suas escolhas. A vida com certeza não é apenas sexo.
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Re: Fernando (Retorno)

Mensagem  Fernando1500 em Ter Jan 17, 2017 8:03 pm

Sim, Flávio. Buscar parceiros agora é uma cilada porque minha mente está impregnada da compulsão. Enquanto eu não passar pelo que chamam aqui "reboot", estarei sempre na beira da pronografia. Hoje foi um dia difícil. Está muito calor aqui no rio (absurdo) e tive que levar minhas gatas para castrar. É procedimento difícil e o calor piorou as coisas. Quando eu já estava em casa, eu comecei a ficar preocupado com o estado delas porque já passava um tempão e elas estavam muito debilitada com a anestesia. Daí vem o perigo. EU começo a ficar nervoso desequilibrado e imagina o q me deu vonde de fazer? Masturbar. Sempre assim, quando passo por uma situção de desconforto emocional, preciso buscar a M. QUando fico gripado, com rinite.. quero logo me masturbar de preferencia com P para poer fugir daquela realidade. Quando chego em casa e está muito calor, a masturbação me anestesia e é como retirasse o calor. Já sei de parte dessas armadilhas. Por bem, hoje estou limpo. Mas ainda me vi na rua flertando, na busca. Ainda é um padrão muito dificil de retirar. Mas, como não não posso me chicotear, preciso aceitar essas fraquezas por enquanto.

Espero que contigo tudo esteja ok assim como todo o pessoal .

Abraços.
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O Sonho mais real

Mensagem  Fernando1500 em Qui Jan 19, 2017 5:21 pm

Muitas vezes o sexo penetrou meus sonhos, mas hoje foi bem além disso. Praticamente eu me senti realmente me relacionando com aquelas pessoas. Não vou entrar com detalhes mas havia de tudo, havia mesmo até imagens que não correspondiam com minha orientação sexual. E amigo, no sonho , eu percebo o quanto realmente estou escravo disso. Basta alguém me chamar "venha ver" que vou. Claro que há muitas coisas na minha personalidade que justificam esse sonho e uma delas é minha passividade. Assistir pornografia para mim sempre foi um processo de ficar parado e receber estímulos, de forma passiva. Eu usava P mesmo quando não tinha vontade, era um deve para satisfazer sei lá o que.

O sonho de hoje ocorreu no meu décimo dia sem PMO... acordei excitado sentindo mesmo que estava prestes a finalizar todo aquele material do sonho, mas daí e squei que se eu fizesse isso estaria legitimando a minhba passividade. Porque não posso ter sonhos sexuais de forma serena, sem ameaças. Sim, eu me senti ameaçado por aquelas pessoas no sonho como se eu tivesse que ver aquilo senão algo poderia acontecer.

Então hoje foi um dia que quando passava um cara atraente na rua eu me desequilibrava e sei que me desequilibro por causa dessa minha natureza passiva. Desde pequeno minha mãe disse que bastava me colocar num lugar que eu ficava, sem me mexer. Eu acabo vendo pornografia porque não consigo lidar com meus desejos na rua, no convício com as pessoas.

Hoje eu não me masturbei, pelo menos ate o presente momento. E isso se deu porque tive um dia corrido, algumas demandas estão acontecendo, estou pensando na minha condição futura, tive que cuidar das minhas gatas castradas. É, me parece que as atividades diárias produtivas são a chave. Não que vá curar meu vício, mas dar uma dimensão real da minah existência, fora do casulo. Graças a Deus eu já sou capaz de dar um bom dia ou boa tarde, pedir informações olhando para a pessoa... enfim, ainda tenho muito medo de tudo isso.

Antes eu me desesperava quando tinha um sonho assim tão real. Hoje eu acordo dele e tento compreendê-lo, tento não condenar. Deixe que meu inconsciente vomite o que tiver que vomitar.
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O que fazer no tédio?

Mensagem  Fernando1500 em Sex Jan 20, 2017 9:24 pm

Olá.

Hoje acordei com um sentimento muito comum. Aquele de que nem deveria ter acordado, uma sensação de que acordei apenas para constar, mas que posso ficar ali pela eternidade. Daí me vem uma cobrança para levantar e fazer algo. E de fato não posso ficar mais de 10 horas na cama pois isso me leva ao comodismo e sei que isso vai e levar à pornografia.

Então, lembrei que precisava fazer alguma coisa no meu quarto. Pelo menos eu me preocupei com isso. Apenas juntei a roupa suja e coloquei dentro da máquina para lavar e fiquei de comprar o amaciante mais tarde, o que não fiz. Ao menos tenho uma tarefa esses dias que é a de cuidar das minhas gatas que estão castradas e ainda em recuperação.

Falam que a socialização é importante para nós. E isso é um problema para mim. Eu sou comodo e preciso que as circunstâncias me ditem o que eu preciso fazer e eu nçao crio as oportunidades. Já não interessa ir ao cinema para assitir a um fiilme (sempre fiz isso sozinho), acaba sendo uma atividade que no meu caso é de isolamento. Também não consigo achar um método para sair por conversando com as pessoas apenas para dizer que estou me socializando, soaria meio artificial para mim. Nos dois últimos anos, embora eu esteja aqui reclamando, eu estou mais comunicativo, falando com as pessoas aqui do prédio, cumprimentando. Entrei numa academia onde jáa consigo conversar por pelo menos 1 minutos, inclusive com aquele cara que é gostoso e tal. Sem a PMO percebo o quanto sou frágil para lidar cara a cara com as pessoas. E sou grato a Deus por dar a oportunidade de ver a mim mesmo como sou.

Como estava me sentindo muito sozinho fui ao cinema e hoje estava bastante cheio (ao menos fui num lugar bem público). Assiti "la la land", filme que esperava muito pouco e que me surpreendeu. Estava numa sala com muita gente. Não conversei com ninguém mas estava me sentindo confortável.

Eu sei que preciso criar oportunidades para poder começar a me relacionar. E relacionar aquim eu digo, não é apenas ter uma rede de colegas... é ter vínculos com pessoas caras. Onde eu possa conversar por algumas horas e extrair um proveito disso. Tenho um amigo com quem faço isso, mas é raro nos vermos pessoalmente devido a questões de trabalho.

11 dias sem PMO. Quando chego nisso já sei o que sinto. Hoje, numa lanchonete, ao pereber que tiha um rapaz que fazia meu tipo e que ele me olhou (não sei por qual motivo) me desequilibrei. Talvz devesse sair dali, mas até quando essas pessoas vão atiçar minhas sexualidade e vou fiicar sempre fugindo. Na verdade, eu estava era fantasiando. Essa coisa de "tipo" é fantasia. E o rapaz atendia todas elas. E se estou na fantasia, indiretamente já estou na pornogradia. É duro, mas conseegui passar o dia.

Força a todos.
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Re: Fernando (Retorno)

Mensagem  flavio em Dom Jan 22, 2017 2:51 am

Socializar, realmente, não é fácil, até começa meio mecânico, falso, como disse, mas é o primeiro passo. Muitas vezes, não é você que é tímido, todos nós, ao conhecermos outros, ficamos com um pé atrás. Logo, há que ter paciência. Você está indo bem, percebo otimismo nas palavras, com certeza está no caminho certo.
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Re: Fernando (Retorno)

Mensagem  Fernando1500 em Dom Jan 22, 2017 12:44 pm

Oi Flávio, obrigado pelo retorno. Estava pensando dias desses, realmente não me considero uma pessoa tímida, pois em determinados momentos da minha vida eu estava bem enturmado, como na faculdade, por exemplo, onde possuia um grupo bacana de pessoas, não apenas colegas, mas pessoas caras e amigas. Uma delas é meu melhor amigo ainda hoje. Outros fatores é que me levam ao isolamento e um deles eu acho é que eu não crio oportunidades para conheer pessoas, não digo que tenho que entrar em bate papo virtual, se eu fizer isso vou parar na pornografia na certa. A faculdade por exemplo estava inserida num contexto... aliás sempre precisei de estar inserido em um curso, ou escola ou faculdade ou aulinha disso ou daquilo para poder começar a me desenvolver com as pessoas. Mas crirar oportunidades na vida cotidiana fora desses contextos , eu me travoo legal, embora já demostre alguma situações onde ja tento explorar algo interessante. E me sentir sozinho, ainda mais num fim de semana com esse, me gera outra coisa que é uma certa frustração por estar sozinho. Não que que eu ache que precise compensar essa solidão com sexo/romance mais com um grupo de pessoas, ou uma pessoa qualquer onde eu possa ter interesse em conversar. Quando eu começo a me chicotear, o processo é sempre o retorno À pornografia.

Cuidar das minhas gatas recem castradas está me ajudando a passar o tempo. Dormir próximo a elas também é muito bom. Saí para almoçar hoje e ainda me vejo muito sensível quando vejo um cara sem camisa e tal, quando obeservo alguma fantasia minha por perto. É tão forte que minha mente começa a acreditar que meus esforços são inúteis e que se entregar ao orgasmo é a opção lógica. Ao mesmo tempo sei que isso é uma mentira. Sei que estou condicionado assim como um animal é. E talvez seja isso mesmo, se os animais podem ser condicionados por que nós não?

Estou há 13 dias sem PMO mas já estou entendendo que cada dia é único e eu preciso me cuidar como se tivesse recaído no dia anterior. EU costumo fantasia outras coisas além do sexo. Ser notável, escrever um livro, voltar a ser ator e fazer uma peça de sucesso... eu vou longe com minha imaginação. Tenho lido filosofias que me ajudam a entender apenas o tempo que estou vivendo agora. E eu sei que não quero ser um homem bem sucedido em alguma coisa mas com uma dependência sexual. Sim, porque meu problema não é apenas com pornografia, já fiz sexo com pessoas completamente estranhas e em público, me colocando em risco. A questõ da fantasia não está apenas na pornografia, a relação sexual física pode ser física aparentemente mas na mente de cada pessoa praticando o ato a fantasia rola solta. Os produtores de pornografia investem nisso porque sabem que o ser humano fantasia e se vicia nisso. A pornografia passaria desapercebido se não fosse nossa capacidade de fugir através da fantasia. Sei que meu problema maior é com isso.

E ficar sem pornografia me traz o mundo real e cada vez que recaio é porque não o suportei. Estou tentando de novo, assim como no video game, tentando de novo já conhecendo as dificuldades daquele fase, em aalguns momentos até sabendo exatamente o que vai acontecer em determinados momentos e chegando no chefe final com os comandos em mão. Acontece é que ele pode vir com um golpe que eu ainda não conheço. Então, é preciso atenção.

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A pedalada

Mensagem  Fernando1500 em Dom Jan 22, 2017 9:07 pm

Boa Noite, amigos.

Hoje foi um dia que começou pesado com quase todos os outros. Acordo, sei que já dormi o suficiente e um peso angustiante começa a me forçar e me levar à cama novamente. As gatas que ficam deitadas na cama ficam com aquela carinha dizendo para que eu fique um pouco mais. Fiz algumas coisas em casa, sai para tomar café e mais tarde peguei a bicicleta para almoçar numa praça que fica mais distante aqui de casa. Vale dizer a vocês q a entrada da bicicleta na minha vem me rendendo altos frutos para a recuperação.

Depois do almoço voltei para a casa e fui cuidar das gatas castradas. Senti então vontade de passear de bicicleta. Como moro na zona sul, o pessoal do rio deve saber que existem muitas opções de ciclovia por aqui, então é bom demais. Só que resolvi ir bem longe, fazer mesmo uma maratona. Queria chegar na ciclovia que houve um acidente na qual cai e matou duas pessoas. Mas não queria ir pra isso, apenas queria apreciar a vista dali de cima. A ciclovia fica numa avenida, num alto de um morro onde se vê com precisão toda a Ipanema. Onde moro fica longe então fiz uma jornada exaustiva para chegar lá. Ficou claro que ainda tenho muita dificuldade com os flertes. Ora, andar por Copacabana e Ipanema é estar sempre diante de homens muito atraentes. No meio daquilo tudo comecei a me analisar e ver realmente como é absurdo esse meu desejo descontrolado por todos, como se tivesse que me sentir emocionalmente estável a cada ser atraente que passa por mim. É certo mesmo que o problema está em mim.

Depois de muita pedalada, fui na ciclovia ( a tal do acidente) que eu nunca tinha ido antes. E foi simplesmente fantástico andar por ali e olhar toda a vastidão do mar que parecia ser um pano de fundo da minha viagem. A ciclovia liga Ipanema à são Conrado (se não me engano) e para quem a usa sempre é abençoado por uma das vistas mais lindas. Quando cheguei no trecho na qual houve o acidente, percebi que havia um interdição informal da prefeitura que colocou umas pedras para evitar que cicletas passassem ali. Mas muitos estavam passando. Perguntei a uma moça se era mesmo interdição e ela disse que em vários trechos seria difícil passar com a Bike embora não houvesse uma proibição formal. Estava disposto a ir em frente uma vez que o mar não estava de ressaca, mas vi que passar com a bicicleta pelos obstáculos seria difícil e já tinha andado o suficiente. Retornei e voltei para casa. A viagem de volta foi mais difícil pois fui contra o vento e fiquei tão cansado que entrei numa espécie de transe (aliás, esse transe pelo esgotamento de certa forma me ajudou muito pois no momento cheguei em casa e não sinto vontade de masturbar).

Após fui no shopping e estava com disposição para faze uma coisa que queria fazer há tempos. Renovar meu guarda roupa. Estou usando roupas velhas. Eu tenho dinheiro para comprar coisas novas. A pessoa que me atendeu na loja era um rapaz bonito e simpático e fiquei observando o que eu sentia quando olhava para seus braços, pernas e tal. Tentei ver com naturalidade até porque o fato de eu ser viciado não vai impedir que eu possa olhar aquilo que me atrai. Por bem, como ele foi muito bacana consegui tecer uma relação boa com ele. Mas isso, com certeza seu deu, depois de ter passado o dia pedalando, estava mais solto comigo mesmo e menos tenso. Não que eu tenha que sair pedalando sempre, mas tentar encontrar outras atividades, não necessariamente físicas, que possam me dar essa inteireza de espírito que tive hoje.

Amanhã é um novo ciclo. E dependerá de mim novamente para fazer dele um dia suportável ou quem sabe produtivo. É a cada instante, a cada segundo que passa que preciso ficar atento para não cair na raiva, inadequação, no desequilíbrio.

Agora mesmo, melhor parar de escrever e ir dormir. Pois meu dia chegou ao fim.
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Re: Fernando (Retorno)

Mensagem  Eder em Seg Jan 23, 2017 8:09 pm

Que texto bacana Fernando, também amo pedalar brother, é uma ótima atividade física.
E consigo imaginar o belo senário retratado por você no texto.

Achei interessante o que você disse sobre o desejo incontrolável ao ver os caras, é exatamente isso Flavio, o vicio nos faz ver sexo em tudo, quando vemos uma pessoa que nos agrada sempre nossos impulsos falam primeiro, e isso é a manifestação do vicio pois o secar constante é um reflexo claro do efeito caçador...

Desejo tudo de bom para você brother, continue firme na luta!


Última edição por Eder em Ter Jan 24, 2017 9:19 pm, editado 1 vez(es)
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Re: Fernando (Retorno)

Mensagem  Fernando1500 em Seg Jan 23, 2017 8:38 pm

Oi Éder, é muito bom saber que você se identifica com essa questão de ver sexo em tudo. Quando vou ficando longe da PMO vou ficando mais perto da minha realidade que é colocar sexo em tudo. Quando eu via pornografia, eu meio que me anestesiava e ficava mais calmo para poder me relacionar com as pessoas. É exatamente como alguém que fuma para aguentar as dificuldades que a vida impõe. E minha maior dificuldade mesmo é me relacionar com as pessoas, com determinados tipos de personalidades que me irritam muito.

Hoje no trabalho percebi os momentos que internamente começava a ficar angustiado e compulsivo. Como trabalho no computador, fico ansioso para dar o próximo clik ou escrever a próxima palavra. Nota-se, claramente, que sou naturalmente uma pessoa de muito ansiosa. Já estou 15 dias sem PMO, e sempre que chego neste patamar a ansiedade começa a gritar mais alto eu vou me destrambelhando. Qualquer rapaz que apareça na minha frente parece que vou ter uma relação sexual. Liguei para a TI no meu trabalho para resolver um problema e um cara me atendeu. No pouco de atenção que ele me deu eu comecei a ficar na expectativa para termos um relacionamento sexual. Talvez esteja em mim mesmo este efeito caçador e ele começa a se desenvolver quando fico sem PMO. Realmente os primeiros 20 dias são os piores e só por hoje ainda não consegui passar deles.

Hoje estou sentindo um torcicolo muito forte e acabei tomando um relaxante muscular que me deixou muito mole. Esses momentos, de dor e de relaxamento, são propícios para recair. Eu já conheço alguns caminhos que o vício usa para me atingir. Talvez ontem eu tenha exagerado na bike e estou com essa dor hoje.

É estranho mesmo. De alguma forma eu tenho medo de passar dos 20 dias. Não é apenas a falta da pornografia, mas a maneira como eu percebo as pessoas vai mudando e fico com a sensação de que vou perder o controle com elas a qualquer momento. No dia a dia, as pessoas atropelam umas as outras, gritam, andam muito rápido e parece que todas elas precisam de um anestésico para sobreviver.

Há um filme nacional interessante chamado “boa sorte” que conta a história de um jovem que é internado pelos pais num hospital psiquiátrico por ser viciado em Frontal. No decorrer do filme, é mostrado como os pais vivem em casa e como precisam também de anestésicos. A mãe viciada em cigarro e o pai, enfurnado num cobertor e assistindo pornografia. Ou seja, o jovem é considerado “o problema” da família, enquanto os pais utilizam de meios para se “drogarem”. Não posso substituir a compulsão pela pornografia por compulsão por qualquer outra coisa senão, invitalmente, irei  o estar desempenhando a compulsão.

O dia foi difícil hoje e amanhã eu não sei. No momento, estou observando em mim essa ansiedade e    desconforto. Hoje tive mais um sonho erótico de cenas que assistia nos vídeos. Mas não dei muita importância até porque sei que eles vão continuar. Quanto mais lamentar pior.

Um abraço a todos.
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Re: Fernando (Retorno)

Mensagem  flavio em Ter Jan 24, 2017 2:55 am

Fernando, isso mesmo amigo, continua saindo de casa, preenchendo o dia com atividades. Porém, percebo nos textos que você fantasia um pouco ao perceber alguém. Talvez, focar demais nisso, faça você recair. Isso também acontecia comigo: na academia, muitas vezes, eu ficava focado nas colegas da malhação, e, no final acabava recaindo. Passei a evitar esses olhares constantes, reduzindo, ao final o número de recaídas. Adianto que não é fácil evitar os olhares, pois é constante e natural, caminhar em qualquer lugar, encontrar pessoas interessantes, contudo, é um processo gradativo para reduzir essas fantasias.
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O Flerte

Mensagem  Fernando1500 em Ter Jan 24, 2017 8:58 pm

Oi Flávio, você escreveu justamente o que eu estava pensando hoje. Bom, é fato que os flertes excessivos e fantasiosos me levam à pornografia. Hoje, já estou 15 dias sem PMO e estou um pouco mais equilibrado deste vez, sem euforia. Euforia não ajuda. Estive na academia hoje e embora estivesse vendo o pessoal estava menos sensível ao flerte, não dando muito importância. Não sei como isso está acontecendo porque o meu normal é me perder nos olhares. O bacana é que estou numa academia bem pequena e que tem um atendimento diferenciado com os professores e o pessoal é mais “família”, quando chega cumprimenta e as vezes rola um papo. Isso quebra o clima de fantasia que era constante nas outras academias onde fica um monte de gente calada e se olhando. Já puxei assuntos com pessoas lá, mas ainda bem de leve.

Eu comecei a ter problemas com o flerte quando comecei a ir toda semana (as vezes mais de uma vez) à boates. Eu ia sozinho, alegando que ia me divertir. Quer dizer, ao invés de buscar pessoas, afetos,fiquei forçando a barra por 10 anos indo à boates. Então, praticamente exercia esse padrão do flerte constantemente. E embora não vá mais em boates (nada contra, mas pra mim faz mal), ainda continuo desempenhando o flerte. E é foda porque eu olho para o cara já com um misto de desejo e frustração, e isso faz com que eu vá para pornografia. Quantas vezes eu fui à boate, flertei com geral, não fiquei com ninguém e depois chegava em casa e ficava no porno por horas? Ja li relatos de gente falando isso aqui. Então, o próprio flerte também é um vício cara. Para você ter uma ideia, tem dias que eu preciso andar na rua focando o olhar para o chão. Andar no metro, olhando para o chão ou para a parede. É uma atitude radical, mas naquele momento me deu muito alívio pois pude ficar em contato comigo mesmo. Hoje, já consegui não ser radical e os flertes incomodaram muito menos. Mas quando preciso, eu preciso usar métodos radicais. É minha recuperação. Concluindo, amigo, quanto mais eu flertar com essa mistura de desejo e frustração maior probabilidade de recaída.

Hoje no trabalho até que foi bom, mas ainda estou me observando. Quando fico sem PMO meu jeito muda. Geralmente fico mais ansioso e sem paciência com certas pessoas. Mas tive um dia bacana. Me irrita quando geral fica falando alto enquanto quero trabalhar (eu trabalho com coisa dificil). Aliás, outro gatilho para mim é a raiva. Quando estou num lugar e me sinto mal e não consigo expor isso, eu vou guardando esse sentimento e desemboca para a pornografia. Uma vez, inclusive, quando estava na ceia de natal com meus pais, tive que sair e ir para o quarto ver porno no celular porque não estava aguentando ficar alí com eles. Então, hoje foi um dia importante porque consegui abstrair a raiva e de fato (e não teoricamente) entender que não vou mudar o outro e não posso controlá-lo.

As últimas vezes que eu recaí eu fiz um replay de todas as coisas que aconteceram q me levaram à queda. E geralmente eu consigo ver as situações.

Cheguei em casa agora, tomei banho e deitei. Quase sempre, ainda mais depois de todo esse tempo sem PMO, vem aquele sentimento por dentro de que preciso relaxar. me masturbando Mas sei que é o vício querendo me impor uma ordem. Sei também que ele vai dizer para mim apenas me masturbar sem os vídeos. E já sei que dá na mesma. Mas não posso fugir dessas investidas, não sei quando elas vão terminar ou se vão terminar. Como disse meu padrinho da irmandade que participo: por mais que eu tente, não tem como mais voltar atrás. Através de muitos tropeços já consegui andar um pocado.
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Re: Fernando (Retorno)

Mensagem  Eder em Ter Jan 24, 2017 9:18 pm

Fernando, perdão por eu ter escrito Flavio ontem, é que chego exausto do trabalho e as vezes fico desatento, mas já fiz a correção.
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Estar bem é só um fato

Mensagem  Fernando1500 em Qua Jan 25, 2017 8:42 pm

Oi Éder, nem percebi que você trocou meu nome. Nem precisava se desculpar.

Bom, bora falar do dia de hoje. Já li aqui uma vez que a recaída acontece não apenas nos dias em que as coisas vão mal, mas também quando ficamos eufóricos com alguma notícia boa. Pois é… já aconteceram essas duas situações comigo e hoje consigo ver com mais clareza o porquê disso acontecer. Vou falar a meu respeito ok? Na verdade há um descontrole das emoções, boas ou más. Quando, por exemplo, eu assisto a um filme fantástico, que me tocou muito, eu começo a me identificar com aquele prazer de assistir ao filme e fico depois por dias pensando nele e me emocionando, como se tivesse revivendo as emoções que assisti no filme. EU me agarro e me identifico de tamanha forma que chega a atrapalhar minha vida. Um amigo meu disse que isso é um descontrole. Eu não consigo vivenciar algo bom e depois deixar ele no passado, preciso ficar revivendo aquilo para sentir mais a “adrenalina” que senti vendo o filme. Então quando alguma coisa muito boa acontece na minha vida, preciso complementar depois com a pornografia justamente para manter o prazer que estou sentindo, para que ele não vá embora. Uma vez fui elogiado por ter escrito um conto e cheguei em casa fui direto para a pornografia. Há também de minha parte uma imaturidade para lidar com emoções fortes.

Espero que depois de ter passado por essas experiências, isso não aconteça hoje. Eu trabalho com coisas difíceis e as pessoas do meu setor geralmente falam muito alto e falam muito merda. As vezes é complicado porque eles comentam muito sobre sexo e eu ouvindo aquilo me irrita porque fico sensibilizado. Há um tempo estou sofrendo muito, já reclame com eles , mas não adianta. E quanto mais eu fico irritado e me sinto inadequado, maior é a tendência de cair no PMO. Agora que estou 16 dias sem PMO, embora sentindo a abstinência, estou mais sereno no trabalho, não me importando com o barulho e focando no serviço e me impondo quando começam a me chamar a atenção para falar merda. Por três dias restou assim e tenho certeza que isso se deve ao fato de não estar me masturbando. Pois quando faço isso fico sem energia e mais vulnerável. Assim, eu estou feliz hoje, porém tranquilo. Não acho que vou recair por causa disso. Fui num grupo de 12 passos e contei a eles o que estou sentindo hoje.

Leio um pensador que diz que o problema não está no sentir prazer, mas na maneira como nos identificamos com esse prazer. Pensando aqui, acho que fiquei tanto tempo na PMO por muita preguiça de buscar algo melhor, afinal tava tudo ali já pronto pra mim. Eu, enquanto adicto, sei que posso ter a tendência a qualquer vício. Recentemente estava viciado em Piano Tiles 2, um jogo para celular que justamente trabalha com adrenalina. Trata-se de teclas que vão passando pela tela e é necessário tocar nelas e vão aumentando de velocidade até ao insuportável. Eu vi que o jogo estava me fazendo mal e resolvi tirar.

Outro ponto importante que acontece muito comigo. Hoje mesmo, quando cheguei em casa, minha mente esta a muito acelerada. Assim, como a pensar de forma desenfreada como se tivesse discutindo com pessoas, quase que falando sozinho. Na verdade eu falo, só que pelo pensamento. E é algo completamente inútil ficar conjecturando sobre coisas que nem estão acontecendo naquele momento. Sei que quando faço isso estou buscando por adrenalina e não deixa de ser através da fantasia, na qual sou viciado.

Uma vez ouvi de um ex-usuário de drogas em boa recuperação que não bastava apenas largar a droga. Ele percebia que a adicção se estendia em outras situações, como sexo, jogo e a mania de ficar falando sozinho constantemente (que é o meu caso).

Quando percebi isso , apenas sentei na cama e respirei. Ainda assim os pensamentos vinham e quando via já estava enlaçado, depois retornava para a oração. Daí resolvi escrever aqui para jogar essa “obsessão” de forma mais construtiva.

Não tenho mais dúvidas que a partilha de nossos problemas é a nossa maior “cura”. Por isso, estarei lendo o fórum. Fiquei muito tempo distante das pessoas que também sentem a dor que eu sinto.
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Re: Fernando (Retorno)

Mensagem  Eder em Qui Jan 26, 2017 5:20 am

Fernando1500 escreveu:Oi Éder, nem percebi que você trocou meu nome. Nem precisava se desculpar.

Bom, bora falar do dia de hoje. Já li aqui uma vez que a recaída acontece não apenas nos dias em que as coisas vão mal, mas também quando ficamos eufóricos com alguma notícia boa. Pois é… já aconteceram essas duas situações comigo e hoje consigo ver com mais clareza o porquê disso acontecer. Vou falar a meu respeito ok? Na verdade há um descontrole das emoções, boas ou más. Quando, por exemplo, eu assisto a um filme fantástico, que me tocou muito, eu começo a me identificar com aquele prazer de assistir ao filme e fico depois por dias pensando nele e me emocionando, como se tivesse revivendo as emoções que assisti no filme. EU me agarro e me identifico de tamanha forma que chega a atrapalhar minha vida. Um amigo meu disse que isso é um descontrole. Eu não consigo vivenciar algo bom e depois deixar ele no passado, preciso ficar revivendo aquilo para sentir mais a “adrenalina” que senti vendo o filme. Então quando alguma coisa muito boa acontece na minha vida, preciso complementar depois com a pornografia justamente para manter o prazer que estou sentindo, para que ele não vá embora. Uma vez fui elogiado por ter escrito um conto e cheguei em casa fui direto para a pornografia. Há também de minha parte uma imaturidade para lidar com emoções fortes.

Espero que depois de ter passado por essas experiências, isso não aconteça hoje. Eu trabalho com coisas difíceis e as pessoas do meu setor geralmente falam muito alto e falam muito merda. As vezes é complicado porque eles comentam muito sobre sexo e eu ouvindo aquilo me irrita porque fico sensibilizado. Há um tempo estou sofrendo muito, já reclame com eles , mas não adianta. E quanto mais eu fico irritado e me sinto inadequado, maior é a tendência de cair no PMO. Agora que estou 16 dias sem PMO, embora sentindo a abstinência, estou mais sereno no trabalho, não me importando com o barulho e focando no serviço e me impondo quando começam a me chamar a atenção para falar merda. Por três dias restou assim e tenho certeza que isso se deve ao fato de não estar me masturbando. Pois quando faço isso fico sem energia e mais vulnerável. Assim, eu estou feliz hoje, porém tranquilo. Não acho que vou recair por causa disso. Fui num grupo de 12 passos e contei a eles o que estou sentindo hoje.

Leio um pensador que diz que o problema não está no sentir prazer, mas na maneira como nos identificamos com esse prazer. Pensando aqui, acho que fiquei tanto tempo na PMO por muita preguiça de buscar algo melhor, afinal tava tudo ali já pronto pra mim. Eu, enquanto adicto, sei que posso ter a tendência a qualquer vício. Recentemente estava viciado em Piano Tiles 2, um jogo para celular que justamente trabalha com adrenalina. Trata-se de teclas que vão passando pela tela e é necessário tocar nelas e vão aumentando de velocidade até ao insuportável. Eu vi que o jogo estava me fazendo mal e resolvi tirar.

Outro ponto importante que acontece muito comigo. Hoje mesmo, quando cheguei em casa, minha mente esta a muito acelerada. Assim, como a pensar de forma desenfreada como se tivesse discutindo com pessoas, quase que falando sozinho. Na verdade eu falo, só que pelo pensamento. E é algo completamente inútil ficar conjecturando sobre coisas que nem estão acontecendo naquele momento. Sei que quando faço isso estou buscando por adrenalina e não deixa de ser através da fantasia, na qual sou viciado.

Uma vez ouvi de um ex-usuário de drogas em boa recuperação que não bastava apenas largar a droga. Ele percebia que a adicção se estendia em outras situações, como sexo, jogo e a mania de ficar falando sozinho constantemente (que é o meu caso).

Quando percebi isso , apenas sentei na cama e respirei. Ainda assim os pensamentos vinham e quando via já estava enlaçado, depois retornava para a oração. Daí resolvi escrever aqui para jogar essa “obsessão” de forma mais construtiva.

Não tenho mais dúvidas que a partilha de nossos problemas é a nossa maior “cura”. Por isso, estarei  lendo o fórum. Fiquei muito tempo distante das pessoas que também sentem a dor que eu sinto.

Bom dia Fernando.

Me indentifiquei com muita coisa relatada por você Fernando, eu também fico vulneral quando caiu!
O que você descreveu sobre a mente acelerada é absolutamente o que acontecia comigo cara, eu falava sozinho comigo mesmo, respondendo a minha mente e racionalizando sobre acontecimentos...

Cheguei até a escreve um texto sobre minha melhora mas esqueci de postar.

Brother, o reboot devolve serenidade e acalma a nossa mente, pode acreditar! Aos 25 dias (estou a 3 dias a frente do meu contador) estou sóbrio, consigo pensar em apenas 1 coisa ou não pensar em nada, também não fico mais falando com minha mente respondendo as minhas queixas.
Isso é uma vitória incrível, mas basta uma queda para tudo retornar!

Fernando, você está no caminho certo brother, agora você terá que ter a consciência de que esta em um caminho sem volta, feche qualquer tipo de brecha e seja forte a qualquer tipo de sentimento ou afronta que podem surgir, que você entrará numa fase que irá enxergar a vida como nunca antes.

Antes de chegar aqui eu estava aos 130 dias limpo, totalmente curado de toda espécie de problemas emocionais e sem um pingo de vontade de praticar pmo, porém cair por vaidade e outro motivo.

Enfim, vejo em você a capacidade de vencer na vida e no reboot, só depende de você!

Foque no reboot.
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Ainda sobre a mente acelerada

Mensagem  Fernando1500 em Qui Jan 26, 2017 8:55 pm

Oi Éder

Puxa cara, me sinto mais forte lendo seu texto e por saber que também sente o mesmo. Então, na verdade eu vejo que minha compulsão se desenvolve para os dois lados: Sexo e Pensamento agitado. Quando chego em casa, se não estou pensando numa forma de me masturbar eu estou planejando, pensando, falando coisas que não estão no momento presente. E sim, quando eu recaio na masturbação (com ou sem P) todo esse comportamento volta para sua origem. E começa todo o processo de novo. Sendo assim, preciso contar como foi o dia de hoje e como foi um dia onde tive tudo para recair.

Estou no meu dia 17 sem PMO e reparei realmente que estou melhor. Percebi isso principalmente no trabalho onde estou conseguindo me concentrar mais e não dar muita importância para a algazarra ao meu lado ou aos papos sexuais. Estou conseguindo me impor mais. Hoje rolou a notícia que minha atual chefe foi exonerada e a próxima a assumir é uma pessoa com a qual já tive muitos conflitos no setor. Ouvi a notícia dela mesma e fingi neutralidade mas por dentro comecei a enlouquecer e a partir dali minha mente começou com o processo de conjecturar várias situações onde eu estaria brigando com ela. Bom, como adicto que sou , sabia que isso não ia parar, então cheguei em casa , pensei em escrever aqui mas como estava muito alucinado, resolvi tomar um banho, ouvir uma música e descansar. Depois fui para a academia à noite. Lá é que a mente começou a melhorar. Ainda chegando em casa, de repente me via falando sozinho de novo sobre o assunto.

Porque estou falando isso tudo? Por que quando recebo uma notícia estranha, ruim que vem a abalar meu emocional a primeira coisa q penso é aliviar me masturbando. Na verdade, durante toda a minha vida eu já fazia isso no automática: eu chega em casa, entrava no quarto, ligava o computador e ficava vendo pornografia, todos os dias (TODOS). Desta forma, eu não encarava os problemas de frente. Hoje, senti em mim mesmo um misto de medo, inveja, raiva e tive que engolir tudo isso.

Estou com os bloqueadores instalados o que me dá um ligeira segurança, mas bloquear a gente mesmo fica difícil. Eu entendo que a fantasia começa mesmo na nossa mente, pornografia é apenas um potencializador do que já está lá. Tive vontade de me masturbar hoje, e pude entender como essa vontade veio.
/
Estou usando esse tópico como um dos recursos mais importantes para meu reboot (eu chamo de recuperação, mas no fundo é o mesmo). E pretendo escrever todos os dias (nem que seja um pouco). Eu guardo tudo o que escrevo aqui e salvo na minha máquina.

Abraço a todos!!
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Re: Fernando (Retorno)

Mensagem  flavio2017df em Sex Jan 27, 2017 1:53 am

Lendo os dois textos, percebo que, de fato, a recaída é uma consequência de fatos acumulados: a emoção das situações provoca em nós essa necessidade de alívio que é a PMO. Mas ela acaba nos trazendo apenas uma satisfação momentânea - de segundos, logo precisamos urgentemente buscar outra fonte de escoamento de emoções. Não como fugir delas, estamos diariamente sendo bombardeados por elas, basta sair de casa, ontem, por exemplo, estava bem tranquilo no trânsito quando um louco quase bateu no meu carro. Não é fácil, precisamos lidar com tudo isso com serenidade sempre.

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Re: Fernando (Retorno)

Mensagem  Fernando1500 em Sex Jan 27, 2017 8:51 pm

Oi Flávio. Então, o mundo no qual vivemos parece que foi feito mesmo para que busquemos anestésicos porque todo mundo anda muito ansioso. Mais um dia se passa e estou aqui. Me sinto bem, mas como estou ainda nos primeiros dias sem PMO (18 dias) estou muito sensível como se a qualquer momento tivesse que recorrer a ela novamente.

Falando em serenidade há uma oração muito interessante nos grupos de 12 passos. É mais ou menos assim: “Deus, conceda-me serenidade para aceitar as coisas que eu não posso modificar, coragem para modificar aquelas que podemos e sabedoria para distinguir uma coisa da outra”. Não é acho que a serenidade é algo para ser alcançado, como se tivéssemos que fazer um esforço para chegar a ela. Mas, com as vivências que vamos passamos, é possível permitir que ela mesma se revele. Haviam coisas que me deixavam muito puto, como por exemplo o carro que ultrapassava o sinal vermelho. Hoje, quando isso ocorre eu apenas observo e não consigo sentir mais nada. Mas cheguei nisso porque eu sofria muito com esse fato e vi que não tenho absolutamente nenhum controle sobre o que o motorista do carro vai fazer. Algumas coisas ainda perco o controle, mas vou tentando.

Sim, são essas emoções acumuladas durante o dia que me levam querer recair. Então, se me vejo, por exemplo, puto com alguma coisa, ou percebo que estou sendo abusado por alguém ou desrespeitado, preciso ter uma ação no momento, nem que seja sair do recinto saca. Leio também sobre atenção que devemos ter sempre justamente para não deixar que fatos inusitados nos surpreenda. Eu entendi que preciso aceitar que sou um viciado e que esse vício conseguiu me derrubar. Preciso entender que não posso encarar ele de frente. Não posso pensar que há uma forma de negociar com ele (tipo.. ah, vou assistir um video de youtube com uns carinhas gays).. não rola. EU já sei quando uma imagem começa a mexer com meu cérebro, dali para a pornografia é só uma questão de tempo.

Meu dia. Minha mente inda está bastante agitada e me peguei falando sozinho enquanto tomava banho imaginando situações fictícias. Fico imaginando que minha nova chefe vai me encher de trabalho e vai me obrigar e que vou ter que negar. E fico pensando como vai ser isso, de que forma vou falar com ela. Pois é, realmente sou viciado em fantasia, não apenas na fantasia sexual. Assim, além de retirar a pornografia da minha vida, preciso investigar (acho que a terapia pode me ajudar) porque fico fantasiando tanto. Sou assim desde jovem.

Estou tentando me socializar e vou participar de um torneio de jogo de damas com o pessoal do meu trabalho. Na academia, estou conseguindo já estabelecer vínculos, ainda que bem instáveis. Estou aos poucos perdendo o medo de falar com as pessoas. Eu sei que se recair voltarei ao ponto de origem. Fico motivado por ver que a ausência da PMO, embora me traga angustia, também me traz vida e vontade de falar com as pessoas, de dar bom dia. O outro se torna alguém mais importante para mim. Percebi que a fissura que tinha quando via um cara bonito diminui um pouco. Na academia, já começo a perceber que há um ser humano por trás do corpo atraente, e que conversar com ele pode ser tão bom quanto conversar com qualquer outro.

18 dias sem PMO. Que Deus me dê mais alegria de viver.
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Re: Fernando (Retorno)

Mensagem  Fernando1500 em Dom Jan 29, 2017 12:36 pm

20 dias sem PMO. Estou exatamente no ponto onde tudo pode mudar. Ontem ainda fiquei com a obsessão mental em relação ao fato de mudar a chefia no meu setor. Começou na quinta e meio que continua até hoje. Andar na rua ainda é um pouco difícil pois já começo a sentir muito o que falam por aqui “efeito caçador”. Fica mais difícil ainda quando encontro com alguém que está nesse mesmo processo. Há pessoas que flertam com todo mundo e estão esperando uma brecha para ver o primeiro que cai. E não posso cair né. Não posso cair na promiscuidade com qualquer pessoa, é a mesma coisa que me entregar à fantasia. As vezes me parece que a vida só faz sentido quando eu fantasio. Passar por um momento em casa à toa parece muito difícil, eu preciso necessariamente estar assistindo um filme e de alguma forma, assistir filmes não deixa de ser um processo de fantasia.

Ontem queria baixar um filme do Mel Gibson e quando fui baixar o arquivo torrent vi que o k9 bloqueou o site de hospedagem. Daí eu comecei a pirar e pedi ao meu amigo que guarda a senha do k9 para liberar pra mim. Sorte que ele não me respondeu. EU comecei a entrar em paranoia porque queria porque queria ver o filme de qualquer forma. Fiquei procurando alguém, ou uma lan house, onde eu pudesse ter acesso ao arquivo torrent. Sai pela rua obcecado, não encontrava nenhuma lan house, até quando cheguei numa praça bem movimentada, e cansado de mim mesmo, sentei e comecei a respirar fundo e vi o quanto eu sou dependente de determinadas coisas. Porque eu deveria ver aquele filme exatamente naquele momento? E estava me colocando em risco pedindo a senha, até porque se colocasse o site que hospedava o arquivo na lista de exceções do k9, poderia me levar à P, pois esses sites hospedam arquivos pornos também.

Logo depois fui numa sala de 12 Passos (DASA), e consegui me reconectar e ir pouco a pouco saindo daquela paranoia. Cheguei em casa e ainda estava obstinado a assistir ao filme até que consegui achar um amigo que me passou os arquivos. Trata-se do filme “Até o último homem” e fiquei ainda mais prostrado pois hoje assisti ao filme e achei uma merda. Quer dizer, é mais importante assistir aos filmes indicados ao oscar do que minha recuperação.

Ontem, reparei que tinha um celular aqui em casa sobrando e não bloquei ele. Não recaí, mas estou pensando, pelo menos por hoje, colocar ele na casinha de correio aqui do prédio e deixar lá. Sainceramente, pensei em jogá-lo pela janela, pois tem uma pedra grande cheio de mato aqui ninguém ia perceber. Mas vi que ter sensações radicais só leva também a recaídas.

Numa outra ocasião posso narrar aqui como foi a primeira vez que assisti a um vídeo pornográfico e como esse fato específico repercurte bastante até hoje.

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Re: Fernando (Retorno)

Mensagem  Eder em Dom Jan 29, 2017 3:39 pm

Acho seu reboot interessante Fernando.
Você é um cara determinado, e expressar o que esta ocorrendo em sua luta ajuda muitas pessoas que pessam pelo mesmo processo!

Fiquei feliz em saber que você tem alguém que guarda sua senha, que maravilha brother ter alguém que podemos confiar...
Também utilizo o bloqueador k9 e não tenho acesso a sites de filmes, mas uso o netflix.

Brother não se preocupe com o lance do efeito caçador, siga firme que daqui alguns dias você terá o domínio da situação...
Em outro texto você também falou que se incomoda quando seus colegas de trabalho ficam falando sobre sexo! O reboot após um tempo também te deixara imune a essas bobagens...

Desejo sucesso para sua vida emocional, afetiva, social... Você tem potencial para alcançar a felicidade plena amigo!

Parabéns pelos 20 dias e lembre-se que é apenas o começo!

Um forte abraço e foco no reboot.
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Re: Fernando (Retorno)

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